quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vigésimo quinto: "Prefiro morrer de pé"

Geração atípica de contradições póstumas, enrodilhadas de gritos díspares por pretensa liberdade.

Não sabem o que esperar, lutando por lutar, ou simplesmente porque outros lutam também. Já lá vai, deambulando perdida, a dignidade de outrora, a personalidade própria. Já lá ficou, atrás, o pároco dos carneiros.
Parodiando no drama do seu dia-a-dia, pespontam-se na cegueira da sua irreverência enquanto balançam, quais funâmbulos, em ténue corda bamba. Consomem-se: consomem-se pelo pouco que os faz felizes. Da ganância escarlate que com naturalidade embeiçam, pintam eles a cor de um novo firmamento. Jorram altividade nas saudações, agressividade nas discussões; qual melhor senão esta, a maneira de esconder o véu de ignorância que vagarosamente carregam.

E é então que a bruxuleante luz das virtudes cristãs que tanto a existência invade por lampejos de razão, faz sobepesar nessa arguta luxúria, a humildade serva do palhaço sandeu!

Take care,
Maria Rebelo

Um comentário:

Filipe de Arede Nunes disse...

Necessito de explicação para o seu comentário no meu último texto. A chuva deixa-me a mente cansada!

Cumprimentos,
Filipe de Arede Nunes