Ontem foi história. Amanhã será incerto. Hoje é uma dádiva, e é por isso se chama Presente.
Melania Lucina nesta noite pávida de Inverno. O gélido frio atrapalha-me o temperamento são dos meus pensamentos:
Salteadora de sonhos, distribuis bêbados sorrisos cêntuplos na orgia vida que levas. Ontem sodalício, amanhã confraria, hoje contubérnio, hoje caçoada, amanhã zombaria, ontem devassidão. Não Não Não. Basta! Torna-te útil. Expele-te dessa insalubre prisão em que te encarceras, maldita enxovia seja! Irriga-te contra o desterro solitário de amor que te trouxe com ele para um ermo exilo de falsa felicidade. Abre-te do exíguo cubículo em que te resguardaste pelo medo que o afrontoso fado te oferecia e faz-te o fígulo do teu próprio. Rejeita essa dádiva irresolúvel que te estendem os infortunados deuses e constrói o teu, farto noutras alegrias que não essas tão pequenas, tão terrenas. Faz da tua insatisfação cotiada e roçada, hiante pretexto para um progresso que não jactancioso. E então pisa com fervor orgulho a mofa farelice e o sarcástico escárnio dos que por trás da empáfia máscara dourada que envergam, desejam desesperadamente ser como tu.
“Já é hora”dum novilúnio…
Take care,
Maria Rebelo
Melania Lucina nesta noite pávida de Inverno. O gélido frio atrapalha-me o temperamento são dos meus pensamentos:
Salteadora de sonhos, distribuis bêbados sorrisos cêntuplos na orgia vida que levas. Ontem sodalício, amanhã confraria, hoje contubérnio, hoje caçoada, amanhã zombaria, ontem devassidão. Não Não Não. Basta! Torna-te útil. Expele-te dessa insalubre prisão em que te encarceras, maldita enxovia seja! Irriga-te contra o desterro solitário de amor que te trouxe com ele para um ermo exilo de falsa felicidade. Abre-te do exíguo cubículo em que te resguardaste pelo medo que o afrontoso fado te oferecia e faz-te o fígulo do teu próprio. Rejeita essa dádiva irresolúvel que te estendem os infortunados deuses e constrói o teu, farto noutras alegrias que não essas tão pequenas, tão terrenas. Faz da tua insatisfação cotiada e roçada, hiante pretexto para um progresso que não jactancioso. E então pisa com fervor orgulho a mofa farelice e o sarcástico escárnio dos que por trás da empáfia máscara dourada que envergam, desejam desesperadamente ser como tu.
“Já é hora”dum novilúnio…
Take care,
Maria Rebelo

3 comentários:
Gosto de ti por seres pequenina. O que escreves confunde-me. Nunca sei o que queres dizer. Ignorância minha, é certo. Mas também eu sou pequenino e quando for grande ainda tenho esperança de vir a entender tudo tão bem como tu. Beijão grande do pai Zé.
exacto! não te deixes abalar pelo que outros dizem.. tu és o que és e não o que outros querem que tu sejas pelo que deves ser o que és e ter orgulho em sê-lo.
ninguém nasce já imune a que apontem o dedo a algo que fez de errado. mas quem é que define o bem e o mal? e que limites? no entanto, a perfeição pode ser alcançada, e deves ser tu quem traça o caminho.. beijos
A perfeição não pode ser alcançada, deus é um nado-morto e os dias só o são na substância dos nossos movimentos. Se ousarmos ir pé ante pé, muitos charcos pisados e pingos de lama depois, lá estará o oásis mas não se enganem, não é residência, é simples apeadeiro.
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