Que maremotos esses de entulhadas dúvidas te perseguem e que logo se empoleiram na esteira desse barco já sem mestre! Excêntricos perturbadores da maré serena e do paladar doce das tuas velhas ideias! Árre!
Eis-te, homem, sobressaindo ávido e impertinente do jugo repressivo da razão, lançado na depauperada desgraça dos fracos, braços dados com a estúpida impotência que julgaras ter largado longe, deixado perdida no ermo longínquo das memórias da tua infância. Mas não… tinha que voltar. Cambaleando cabeça e pescoço e tronco e membros – ao menos cambaleando és todo! -, em movimentos desordenados e dessincronizados da melodia rítmica da tua fé, vais balançando em oceano áspero de pranto e angústia, qual espelho do teu próprio, confessado que está na aguarela escura do teu olhar. Provas então dos salgados aguaceiros que te resvalam na face e dos negros trovões que te iluminam o rosto - tempestade devassa - a certeza ignóbil da ausência de qualquer vestígio de coragem. Todo um nada deambulando ao sabor do vazio, conduzida marionete às mãos de outro que não tu mesmo. Frustração imensa! Desapossado foste por decisão própria e consciente. E de nada ter serve a desculpa dos ventos e das marés flageladoras também dos persistentes e dos audazes.
O vento arrojado soprava rancorosos os seus murmúrios, as delgadas velas erguiam-se, dançando acompanhadas pela sua melodia - tamanha sinfonia nos meus ouvidos esse ranger dos céus em obra humana! -, as especiarias no porão e os exóticos no convés prontos p’rá viagem de promessas e desígnios, da alfândega os papeis em pronto para amainar ânsias burocráticas, no embarque os contentores selados, da navegação os marinheiros zelosos na estiva, da cabine bússola, tratados e contramestre; para a partida tudo… menos homem ao leme.
Eis-te, homem, sobressaindo ávido e impertinente do jugo repressivo da razão, lançado na depauperada desgraça dos fracos, braços dados com a estúpida impotência que julgaras ter largado longe, deixado perdida no ermo longínquo das memórias da tua infância. Mas não… tinha que voltar. Cambaleando cabeça e pescoço e tronco e membros – ao menos cambaleando és todo! -, em movimentos desordenados e dessincronizados da melodia rítmica da tua fé, vais balançando em oceano áspero de pranto e angústia, qual espelho do teu próprio, confessado que está na aguarela escura do teu olhar. Provas então dos salgados aguaceiros que te resvalam na face e dos negros trovões que te iluminam o rosto - tempestade devassa - a certeza ignóbil da ausência de qualquer vestígio de coragem. Todo um nada deambulando ao sabor do vazio, conduzida marionete às mãos de outro que não tu mesmo. Frustração imensa! Desapossado foste por decisão própria e consciente. E de nada ter serve a desculpa dos ventos e das marés flageladoras também dos persistentes e dos audazes.
O vento arrojado soprava rancorosos os seus murmúrios, as delgadas velas erguiam-se, dançando acompanhadas pela sua melodia - tamanha sinfonia nos meus ouvidos esse ranger dos céus em obra humana! -, as especiarias no porão e os exóticos no convés prontos p’rá viagem de promessas e desígnios, da alfândega os papeis em pronto para amainar ânsias burocráticas, no embarque os contentores selados, da navegação os marinheiros zelosos na estiva, da cabine bússola, tratados e contramestre; para a partida tudo… menos homem ao leme.
