Não consigo explicar hormonas e acho que todos pecam pelo mesmo; o que é estúpido. Qual é o sentido que faz as coisas não terem sentido algum?
A lógica que costumava curva-se sobre a vincada verga daquela esdrúxula realidade que a consumava, e da qual se esgueirava num subterfúgio gárrulo, noutras tónicas depois grassando; onde descansa ora?
E da doce metafísica ignota que rogava ao granjeio, qual prece gravitante pulsando no meu organismo. Imiscível com o opaco e humilde desejo meão deste ser sem jeito?
E da doce metafísica ignota que rogava ao granjeio, qual prece gravitante pulsando no meu organismo. Imiscível com o opaco e humilde desejo meão deste ser sem jeito?
Outrora dos ventos vinham as naufragadas descobertas dos argonautas de sublime heroísmo; hoje colhem os vencidos e antitéticos cânones que, telhando a sua categórica premissa, depois dos majestosos adornos em popelina rubra, lá secam o jacente leito da minha sede, estancando a lesta seiva da minha vontade, exaurindo os sobejos dos meus cadavéricos desejos.
Serei menos eu por pespontar-me num murmúrio vácuo, sem rédea que me tome, sem freio que me prenda ou cais que me arraigue sempre que esse mar ameace a minha proa? Por que voos me terei de lançar?, que purgatórios?, quantas chagas? Abolia assaz?
Porque não dos fastidiosos desesperos por cobiçada anuência para nova travessia quando sabemos que ressuscitaremos ainda que nos custe a vida?
Take care,
Maria Rebelo
