Já viste bem a merda que é a tua vida?
Abjuras ao justo em prol e sede de conveniência própria. Que imódica hilaridade essa tão vil e desprezível que faz de Ti um animal sevo? Acorda e ira-Te duma vez contra ti próprio minha grande e infame besta! Rega-Te por águas limpas pois é tempo de quedares-Te de petulâncias egocêntricas e estúpidas pretensões opulentas porque vales zero, vales um grande Nada! Queres ser Verbo e tornas-te lixo: és Lixo a cheirar a Dolce Gabana e vestido de Prada! Queres a grandiosa obtusidade do respeito e do significado imódico das insígnias no peito, da porcaria dos crachás que exibes e de uma digna vidinha de lisonjeios e gracejos e risinhos e palmadinhas e sorrisinhos amarelos e… ahhhhh, suspiro; que jubilosa ambição essa para a posteridade: tu na cova e eles na merda para o que tu foste! ou pensaste mesmo que iriam, por Ti, parar a trivialidade das suas vidas egoístas, tal como foi a tua, tal como tu fizeste por outros (ou será dizer ‘não fizeste’)?! Se ficares com um “Ele era tão bom rapaz” num serão de álcool já será sorte …. merda! Tudo merda!
Passas-te por um imbele para te revelares num maquiavélico arrivista; vês-te imiscível na corja por que te vês rodeado e que tanto desprezas, preso e hílare pela tua excelência, pela imaculabilidade pura do teu algodão de cetim esverdeado, brilhante e sedoso e “ai, ele tem elegância…”. Mas que merda é essa? O que é que a tua insigne postura diz do teu cérebro morouço? Nada! És parvo porque acreditas nisso e és parvo porque queres continuar a acreditar que és único, que serás um querubimzinho adorado à mesinha de cabeceira da quérula e plangente mãezinha, “tão orgulhosa do menino”. Mais merda: do menino que se tornou obnóxio, servil, rogado, desconhecendo o significado de ‘oblatividade’, incapaz que fosse de estender a mão a outrem que não ele, incapaz de levantar o braço e bater o pé, incapaz de dizer que não e agir que sim. Bolas. És igual a todos outros! És, afinal, um pato a alimentar-se de migalhas para encher a barriga sem usares da inteligência para perceberes quem te dá o pão e porque é que to dá! És um pato porque sabes que só te apanham com comida e ainda assim vais lamber o chão! És um pato porque és manipulado e nem te apercebes disso! És um pato porque és um grande estúpido!
Passas-te por um imbele para te revelares num maquiavélico arrivista; vês-te imiscível na corja por que te vês rodeado e que tanto desprezas, preso e hílare pela tua excelência, pela imaculabilidade pura do teu algodão de cetim esverdeado, brilhante e sedoso e “ai, ele tem elegância…”. Mas que merda é essa? O que é que a tua insigne postura diz do teu cérebro morouço? Nada! És parvo porque acreditas nisso e és parvo porque queres continuar a acreditar que és único, que serás um querubimzinho adorado à mesinha de cabeceira da quérula e plangente mãezinha, “tão orgulhosa do menino”. Mais merda: do menino que se tornou obnóxio, servil, rogado, desconhecendo o significado de ‘oblatividade’, incapaz que fosse de estender a mão a outrem que não ele, incapaz de levantar o braço e bater o pé, incapaz de dizer que não e agir que sim. Bolas. És igual a todos outros! És, afinal, um pato a alimentar-se de migalhas para encher a barriga sem usares da inteligência para perceberes quem te dá o pão e porque é que to dá! És um pato porque sabes que só te apanham com comida e ainda assim vais lamber o chão! És um pato porque és manipulado e nem te apercebes disso! És um pato porque és um grande estúpido!
Mas e se serei eu o problema? Querer ver a verdade e denunciar a mentira será pretexto suficiente para a diferença? (Estúpidas retóricas!) Só sei que me vejo autista num mundo que já não é o meu…
Take care,
Maria Rebelo

Um comentário:
Cuidado com os patinhos feios, tropegos, de negro vestidos e olhares lânguidos de súplica. Por trás de um inocente pato esconde-se quase sempre um caçador astuto e quando o pato despe as vestes já o pombo está rodeado de lobos.
Postar um comentário