quinta-feira, 7 de abril de 2011

Glosando o mote: "Apesar das ruínas e da morte"

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação.

Apesar das ruínas e da morte,
Foices daquela quimérica razão
Com que ousei fazer sua a minha sorte,
Venci! Ergo-me hoje, hirta do chão.

Onde sempre acabou cada ilusão,
Renasce agora em flor, por novo porte,
Qual temerária e assaz ambição:
Derrubar receios, sarar o corte!

A força dos meus sonhos é tão forte,
E tão firme a coragem desta visão,
Que no amor reencontrou o mesmo mote
De tempos idos: o escape, a salvação!

Que de tudo renasce a exaltação.
Que em tormentas do Verbo se ache o Norte,
Nessa bandeira a audaz libertação,
Destreza de cavaleiro a galope.

(inspiração: Filipe Bastos)