Pela primeira vez chorei eu a (por) um professor: 2008, 19 de Dezembro, hoje!
Quedam-me as palavras para descrever o momento em que se encenou fugaz peça de primogénitos actores, faltam-me as justificações para argumentar o porquê das apaixonadas réplicas proferidas, escasseiam os motivos que expliquem como ganhou a minha voz sopro para falar contra a seca languidez que me arranhava a garganta, perdem-se-me as razões por que não me consegui eu derriçar contra as húmidas lágrimas que teimaram cair; mas jamais poderei contrariar que o fiz porque eu o Amo como nunca amei ninguém. Um amar que só os que tiveram o deleite de o conhecer, homens e mulheres, saberão decifrar; uma amar que vai para além daquele vulgarmente empregue e que estupidamente faz do homem besta inconscientemente cega: não, este é um amar diferente, um amar de respeito que voa para além daquele que compartilhamos com o parceiro na vida dos 60; não este é um amar decalcado, um amar de idolatria mas, ainda assim, que se ergue acima dos falsos ídolos de revista com quem jamais conversámos e de quem não sabemos mais do que o que nos querem mostrar as bancas; este é um amar distinto, um amar de reflexão que supera o que nos chega ao topo da consciência quando nos ensinam os erros as lições. Eduardo Vera-Cruz é um Alguém maior que tudo isto!, que o seu somatório!, é um Tudo que assombra a dialéctica de Platão e a retórica de Sócrates, é um Homem que no mesmo patamar de Cristo se coloca (o colocamos) pelo respeito que lhe prestam os seus fieis alunos, ou pelo amor que plural e indistintamente este lhes dedica... é um Professor!, foi O meu Professor!
Já sei porque me escorreram hoje as lágrimas quando disse que lhe tirava o chapéu...
Quedam-me as palavras para descrever o momento em que se encenou fugaz peça de primogénitos actores, faltam-me as justificações para argumentar o porquê das apaixonadas réplicas proferidas, escasseiam os motivos que expliquem como ganhou a minha voz sopro para falar contra a seca languidez que me arranhava a garganta, perdem-se-me as razões por que não me consegui eu derriçar contra as húmidas lágrimas que teimaram cair; mas jamais poderei contrariar que o fiz porque eu o Amo como nunca amei ninguém. Um amar que só os que tiveram o deleite de o conhecer, homens e mulheres, saberão decifrar; uma amar que vai para além daquele vulgarmente empregue e que estupidamente faz do homem besta inconscientemente cega: não, este é um amar diferente, um amar de respeito que voa para além daquele que compartilhamos com o parceiro na vida dos 60; não este é um amar decalcado, um amar de idolatria mas, ainda assim, que se ergue acima dos falsos ídolos de revista com quem jamais conversámos e de quem não sabemos mais do que o que nos querem mostrar as bancas; este é um amar distinto, um amar de reflexão que supera o que nos chega ao topo da consciência quando nos ensinam os erros as lições. Eduardo Vera-Cruz é um Alguém maior que tudo isto!, que o seu somatório!, é um Tudo que assombra a dialéctica de Platão e a retórica de Sócrates, é um Homem que no mesmo patamar de Cristo se coloca (o colocamos) pelo respeito que lhe prestam os seus fieis alunos, ou pelo amor que plural e indistintamente este lhes dedica... é um Professor!, foi O meu Professor!
Já sei porque me escorreram hoje as lágrimas quando disse que lhe tirava o chapéu...
Take care,
Maria Rebelo*

11 comentários:
Excelente texto, tiro-te o chapéu.
um amor muito peculiar sem duvida! by desleixada.
p.s- é mesmo o homem na imagem?
É sim o mesmo senhor da imagem. Foi a única que eu consegui arranjar. Ainda assim odeio-a. Quando o vir em Fevereiro tenho de lhe pedir para me deixar tirar uma fotografia. *
Grande Maria. Este Senhor, que também foi meu Professor, é com quem dos quais para além de apanhares uma coisa ou outra da matéria, aprendes coisas que te fazem crescer como pessoa! Este ano, como viste, eu fui e escutei...escutei e aprendi mais umas coisas, que não matéria.
obrigada :) sempre bem vinda de volta. tb gostei da tua escrita.
são raros os professores assim, que conseguem cativar, ensinar e, acima de tudo, fazer.nos aprender.
Eduardo Vera Cruz é um professor de vida Maria, não é um mero professor, é uma pessoa que aparece para trocar ideias e um sorriso. Não tive o prazer de partilhar uma sala de aula com ele, mas partilhei salas de reuniões e outras salas da vida que me fazem compreender um pouco o sentimento. Não te deixes levar pela (por aquela, por outra qualquer) faculdade Maria, acredita, been there e acho que temos de olhar para o ensino do Direito com olhos de ver. Boa sorte minha querida *
Maria, também tive o prazer de assistir às aulas do professor Vera Cruz. Um Homem que já mais esquecerei. No âmbito de um mestrado em Ciências da Comunicação e Informação, que fiou à quem das espectativas, as aulas de Eduardo Vera Cruz marcaram a diferença. Muitas vezes o Direito da Informação deu lugar a verdadeiras lições de vida, pela minha parte o deslumbre foi total, e esse amor de que falas senti-o muitas vezes. Fui realmente uma aluna apaixonada pelas aulas do Professor e pelo Homem que revelou ser. Que bom seria se existissem mais Eduardos. Amei e nunca vou esquecer, pena que não tenha tido a coragem de lho dizer pessoalmente, mas a minha timidez não permitiu!
Eduardo Vera Cruz está muito à frente nesta parelizia mental em que o país se encontra. Sinto-me priviligiada por um dia assistir às suas aulas.
Sim senhor sem duvida .. Penso que estao a falar do meu tambem professor Eduardo Augusto Alves Vera-Cruz Pinto.
Um grande Senhor .
Adoro as aulas dele .
Joana Azevedo
ULP
Sim Senhora, belo texto!!!...
Isto sim é um professor, aliás, um rei, rei do ensino do DIREITO e da EXPERIÊNCIA DA VIDA...!!! dá aulas como ninguem num formato só dele, sem rede, ou melhor, formato VERA-CRUZ como eu mesma intitulei...
acabei de estar precisamente hoje com ele, a assistir o jogo de ANGOLA-MALI, apesar de resultados nao propriamente vitoriosos, o PROFESSOR felicitou a equipa, pelo brilhante desempenho...
EDUARDO VERA-CRUZ PINTO - O HOMEM.
fELICIDADES A TODOS.
Erineia Gambôa.(U. LUSÍADA DE LISBOA)
Eu conheço bem o Homem de que falam e estou muito impressionado com as críticas que lhe fazem. Realmente vivi o amor que perpetuam pela Faculdade de Direito desde pequeno e devo dizer que fico muito imppressionado ainda hoje com a devoção que muitos alunos e alunas demonstram! Ele realmente é algo de muito especial! E como hoje é Dia do Pai tinha que fazer um comentário neste blog pois, como devem saber, o Professor Eduardo Vera-Cruz Pinto não liga muito ás tecnologias, para dizer que sou um filho muito orgulhoso :)! Nota: A forma de amor que falam devo dizer que me embaraça um pouco, mas nao deixo de o achar oportuno e de o enquadrar mais no carinho, irreverência e baseado com certeza nos conselhos que não têm directamente a ver com as aulas que ele vos deu!
Desculpem-me a pergunta, mas estão a falar de um tal Eduardo artur Anes Vera Cruz, que lecciona na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa??? Um muito obrigado antecipado pelas eventuais respostas/esclarecimentos que se dignarem prestar-me.
Postar um comentário