Desfloraste-te de
medos e receios. O horizonte imundo de improfícuas incertezas, antigo monstro
de gigantes sombras que te afogava entre hesitações e incongruências
constantes, tornou-se, finalmente, desabrochada flor com fragrâncias de vida e
liberdade. O manto pantanoso de dúvidas que tantas vezes te cobriu o rosto
caiu-te, por fim, deixando a descoberto o jubiloso sorriso de quem sabe agora
querer e acreditar. Não mais erguidos fortes se levantarão adiante de quem se
recusa sossegar-se com quimeras alheias. Opaca a visão daquele que não consegue
ver para além da sua própria verdade. Cegos os que se recusam a ver senão as
certezas de outrem que não as da consciência própria. Robusta cada certeza, renascida qualquer esperança.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
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