Excelentíssimos concidadãos,
Venho usufruir deste maleável instrumento de divulgação social, para vos enunciar a minha triste, ainda que necessária (pois a vida carece de tempo para o ócio), "hibernação" que, por sua vez, se irá traduzir em desesperante cansaço e queimadas pestanas durante o próximo mês! Acontece que isto de ter exames tem muito que se lhe diga, ainda para mais quando se tem certos e determinados professores que, não duvidando da sua carismática e generosa alma, gostam de martirizar os alunos ao ponto de quase os deixarem entre depressões pessoanas axiológicas e crises platónicas schellingianas: sim, esses maganos professoresecos que se deliciam tanto quando um aluno desembucha em pronto, tudo o que forçosa e arduamente embuchou, tudo o que engoliu nas quinhentas mil horas que perdeu! E perdeu para quê? Para nunca mais se lembrar da razão do embucho (quer dizer, da razão talvez não, mas do próprio embucho...)! Ora aí está: professor que o é, e se preza por sê-lo, manda os alunos marrar 1000 páginas em detrimento de mandá-los perceber 2000! (Pedir-vos-ei perdão, caros leitores, pelo palavrão que se seguirá, pois já é segunda a vez que o emprego) mas a “magana” dogmática verdade da avaliação revela-se nestes ditames: ou se diz que X vírgula Y ponto final Z abre parênteses travessão W, ou se diz que X porque Y ainda que Z não esquecendo a problemática W... haha! e pois então, não adoptada a primeira alternativa, não ditas as aspas e as exclamações, eis senão que, já que não conseguiste engolir com todas elas nos 20 dias de "talvez-não-férias", agora tens a paga de, porque exigindo a fome saneio, comer com um: "temos pena, levas um 10 porque não percebeste a matéria" (what an irony)! Em vão lá se espumam os pródigos alunos, esses sim exemplares, contra as tirânicas e iníquas exigências normativas pois perpetua manter-se a cavada a fossa, que abruptamente lhes fissura, logo ali, toda a eventual réstia de interesse. Foi-se!
Assim me esperam quatro semanas em quadrada cerca por muralhas de livros envolta, em recato canto, naquela sábia biblioteca da esbelta escola por que me enamorei! Boas entradas para vós pois as que me esperam, bem, essas já vocês conheceram.
Take care,
Maria Rebelo*
Ah, verdade seja, pois sabeis vós quem fará 19 em ortodoxo natal?
Venho usufruir deste maleável instrumento de divulgação social, para vos enunciar a minha triste, ainda que necessária (pois a vida carece de tempo para o ócio), "hibernação" que, por sua vez, se irá traduzir em desesperante cansaço e queimadas pestanas durante o próximo mês! Acontece que isto de ter exames tem muito que se lhe diga, ainda para mais quando se tem certos e determinados professores que, não duvidando da sua carismática e generosa alma, gostam de martirizar os alunos ao ponto de quase os deixarem entre depressões pessoanas axiológicas e crises platónicas schellingianas: sim, esses maganos professoresecos que se deliciam tanto quando um aluno desembucha em pronto, tudo o que forçosa e arduamente embuchou, tudo o que engoliu nas quinhentas mil horas que perdeu! E perdeu para quê? Para nunca mais se lembrar da razão do embucho (quer dizer, da razão talvez não, mas do próprio embucho...)! Ora aí está: professor que o é, e se preza por sê-lo, manda os alunos marrar 1000 páginas em detrimento de mandá-los perceber 2000! (Pedir-vos-ei perdão, caros leitores, pelo palavrão que se seguirá, pois já é segunda a vez que o emprego) mas a “magana” dogmática verdade da avaliação revela-se nestes ditames: ou se diz que X vírgula Y ponto final Z abre parênteses travessão W, ou se diz que X porque Y ainda que Z não esquecendo a problemática W... haha! e pois então, não adoptada a primeira alternativa, não ditas as aspas e as exclamações, eis senão que, já que não conseguiste engolir com todas elas nos 20 dias de "talvez-não-férias", agora tens a paga de, porque exigindo a fome saneio, comer com um: "temos pena, levas um 10 porque não percebeste a matéria" (what an irony)! Em vão lá se espumam os pródigos alunos, esses sim exemplares, contra as tirânicas e iníquas exigências normativas pois perpetua manter-se a cavada a fossa, que abruptamente lhes fissura, logo ali, toda a eventual réstia de interesse. Foi-se!
Assim me esperam quatro semanas em quadrada cerca por muralhas de livros envolta, em recato canto, naquela sábia biblioteca da esbelta escola por que me enamorei! Boas entradas para vós pois as que me esperam, bem, essas já vocês conheceram.
Take care,
Maria Rebelo*
Ah, verdade seja, pois sabeis vós quem fará 19 em ortodoxo natal?

5 comentários:
Maria, parabéeeens :) *Marta.
Também gostava de poder hibernar e de preferência ressuscitar no limbo mas sempre que hiberno regresso sem meia duzia de neurónios, moral da história, limito-me a dormir e dou-me por feliz quando tenho uma insóniazita.
Tenho um 'desafio' para ti no meu blog.
Espero que possas aceitar..
PQ - Pensericando
Maria, foi talvez um dos textos mais elucidativos que já no que se refere a momentos de estudo: transparente e complexo como se quer. Um beijo e bons resultados! *
Oh Maria aquele texto não tem nada a ver comigo, até porque as datas e idades não tem comparação com a minha idade :x por isso é que inventei nomes :)
Postar um comentário