Ridículo desgosto de ter por que lamentar. Sensação cortante de poder libertar o ego que há em mim e não o querer fazer por rancor próprio. Mesclas de pensamentos pueris que só sobem no ar ao balanço da rajada. Que circunspecção enfadonha esta de querer o céu e olhar o chão, este vil travão que te frustra o lance. Sei que a saliva que expele a minha vontade ou a voz que dou às minhas palavras, diluídas ficam em pensamento alheio pelo que me resta mergulhar em mim própria num tenaz capricho de não sair. Impotentes!
Falsos são os líderes que colhem mas não plantam, que falam mas não ouvem, que floreiam espevitados palpites e não alimentam. Sai-lhes demagogia das caras palavras com que conseguem, num sumptuoso discurso, revirar olhos e extorquir caretas: "Eis o fausto!". Tristes!
É que é tão fácil exprobrar proxenetas obnóxios. Todo o mundo o faz. E ri-se... ri-se porque não se revê na personagem, incólume por crer não se transudar na imensidão dos seus actos prenunciados. Enganado!
Take care,
Maria Rebelo

6 comentários:
O olhar de uma criança é sempre o mais puro.
O 2º parágrafo do teu texto devia ser emoldurado.
Continua o exercício, apura o caldo e verás nascer dentro de ti a afamada cozinheira de letras e ideias.
Gostei, gostei muito!
Um beijo enorme,
Nádia
p.s.: e olha, por mais que te avisem, por mais que eu te avise, continua a acreditar na ingenuidade e na confiança, não retires a esperança de todos poderem ser melhores do teu coração, enquanto isso durar será a melhor coisa do mundo!
O segundo parágrafo podia ser o ponto e partida para um livro. E sim, a escrita como evasão é bem melhor do que estar deitado no sofá, cigarro em riste a moer pensamentos desbragados.
Mais ridiculo é o desgosto de não ter nada por que lamentar...
toda a gente desatina de vez em quando =P
És uma querida. Adoro-te.
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